RELEASE - começa o forumdoc.bh.2009

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Cinema Africano e da Boca do Lixo são destaques do forumdoc.bh.2009
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A África vista pelos africanos, uma mostra com a obra de Ozualdo Candeias e a presença do realizador africano Idrissa Quedraogo e do crítico Jean-Claude Bernardet compõem a 13ª edição do forumdoc.bh
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Foto: Vincent Carelli/Video nas Aldeias/Divulgação

Cena de "Corumbiara", filme que foi o grande vencedor do Festival de Gramado em 2009
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O forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico chega, este ano, à sua 13ª edição com a Mostra Cineastas Africanos –
África Subsaariana, a Retrospectiva de Autor Brasileiro dedicada ao cineasta Ozualdo Candeias. Haverá, ainda, uma Sessão Especial Cineclube Mostra Subterrâneos, com filmes de autores diversos, desde o polonês Jerzy Skolimowski ao brasileiro João Silveiro Trevisan, entre várias outras atividades.
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O forumdoc.bh.2009 tem início no dia 19 de novembro e segue até dia 29 do mesmo mês, no Cine Humberto Mauro no Palácio das Artes, sempre com entrada gratuita. A abertura oficial do festival será às 19h30, com o longa-metragem Corumbiara (2009), de Vincent Carelli, que comentará o filme após a sessão. Premiado no Festival de Gramado este ano com cinco kikitos, a obra retrata o massacre
da civilização indígena ocorrida em Corumbiara, no ano de 1985, e revisto 20 anos depois pelo documentarista. “O filme é muito impactante e narra a ocupação brutal de uma área indígena. Traz, pela primeira vez, a história do massacre do ponto de vista dos índios. É um documentário investigativo que busca evitar que o fato, tão pouco conhecido e esquecido pelas autoridades, caia na penumbra”, destaca o professor de Ruben Caixeta, professor da Faculdade de Antropologia da UFMG.
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Ao todo nessa edição serão exibidos mais de 90 filmes. Completam a programação a Mostra competitiva nacional, com 14 filmes selecionados de várias partes do Brasil, e a Mostra competitiva internacional, com 12 filmes de países como Portugal, Argentina, França, Bélgica, China, Israel, entre outros. Os filmes selecionados concorrerão ao prêmio de melhor documentário do festival. O júri da Competitiva Nacional será formado por Andrea Tonacci, Luciana França e Mateus Araújo; Amaranta
Cesar, João Dumans e Marco Antônio Gonçalves completam o júri da Competitiva Internacional.
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A programação conta ainda com as mesas redondas A África Negra e Seus Ci
neastas e O Cinema de Ozualdo Candeias. Haverá também o lançamento da Revista Devires e do projeto Imagem-Corpo-Verdade: trânsito de saberes maxakali.
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Mostra Cineastas Africanos
Foto: Georges Braches/Divulgação

Ao todo, serão exibidos na Mostra Cineastas Africanos 19 filmes realizados por autores nascidos na região subsaariana norte. Seu foco volta-se para a exibição de produções fundamentais na história do cinema africano autoral, desde a década de 1950 até os dias atuais. Ao senegalês Ousmane Sembène, primeiro africano a filmar na África, será dedicada uma retrospectiva com quatro de seus principais trabalhos: Camp de Thiaroye, La Noire De..., Ceddo e Xala. Nesses filmes, Sembène aciona uma escrita ou reescrita da história, articulando contextos políticos a questões como o racismo e a segregação social. Méd Hondo é outro autor que, assim como Sembène, apresenta um forte viés político, voltado para as questões do colonialismo. Em seu filme Soleil Ô, ele retrata as desventuras de um negro que, ao desembarcar em Paris, se choca com a indiferença e o racismo dos franceses.
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Cineastas mais jovens marcam seu lugar na crítica pós-colonial. Esse é o caso de Abderrahmane Sissako que, em seu longa Bamako, de 2006, retrata os habitantes de um subúrbio na capital do Mali julgando as instituições financeiras internacionais, em tribunal instalado no quintal de uma casa familiar. Em seu outro filme presente na mostra, Vida Sobre a Terra, de caráter ensaístico, ele aborda sua trajetória pessoal de migração e desloca
mento, partilhada com textos do poeta antilhano Aimé Cesaire.
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Em filmes como Os olhos azuis de Yonta (1992), Morte Negada (1988) e Yeelen (1987), Flora Gomes, da Guiné-Bissau, subverte, nas línguas crioulo e português, as imagens dos filmes pré-colonialistas que, ao denunciarem a miséria e opressão no continente af
ricano, construíram um imaginário fatalista e negativo. Flora, ao contrário, sem deixar de esmiuçar os conflitos do Continente, filma a "África que ri".
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Numa perspectiva etnográfica, também serão exibidas obras de realizadores que mantiveram relações de formação, trabalho ou amizade com o antropólogo e cineasta francês Jean Rouch. Cabascabo, dirigido por Oumarou Ganda, personagem narrador de Moi Un Noir, o grande clássico de Rouch, aborda em seu filme a participação de soldados negros na guerra da Indonésia. Safi Feye, autora de Lettre Paysanne, foi atriz de Petit a Petit, outra produção do cineasta francês.

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Haverá, ainda, o lendário Touki Bouki, rodado por Djbril Diop Mambety em 1975, no Senegal, e marcado por sua linguagem autoral; o filme Visages de Femmes, de Desiré Ecaré, que levou mais de dez anos para ser concluído e foca o cotidiano das mulheres na Costa do Marfim; de Mustapha Alassane, será exibido o “western”, Le retour d'un adventurier, que dialoga com a cultura tradicional de uma aldeia no Níger e cujos bastidores foram registrados pelo documentário Les Cow-boys Noirs, de Serge-Henri Moati, que também será exibido.
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Desde o primeiro curta-metragem Afrique Sur Seine, produzido, em 1955, por estudantes liderados pelo senegalês Paulin Vieyra, até filmes mais recentes de Sissako, entre muitas outras produções, os espectadores conhecerão uma África vista por dentro, a partir dos testemun
hos de realizadores nascidos no próprio Continente.
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Para debater sobre a raridade dessas imagens, o forumdoc.bh.2009 organizou a mesa redonda A África e seus cineastas, que acontecerá no dia 23/11 (segunda-feira), às 21h, no Cine Humberto Mauro. Contará com a presença de Idrissa Quedraogo, reali
zador do filme Yabaa, que será exibido antes da mesa. Além dele, também debaterão o antropólogo congolês Kabengele Munanga, diretor do Centro de Estudos Africanos da USP; Mahomed Bamba, da Costa do Marfim, doutor em Cinema e Estética do Audiovisual e professor pela UFBA. Amaranta César, doutora em Cinema e Audiovisual pela Universidade Paris III, participará da sessão comentada O Cinema de Abderrahmane Sissako.
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Mostra Ozualdo Candeias
Foto: Ozualdo Candeias/Divulgação
No clássico ensaio Cinema: trajetória no subdesenvolvimento, Paulo Emílio Salles Gomes mostra que as mais destacadas produções cinematográficas nacionais foram aquelas concebidas com baixíssimo orçamento, precário apoio estatal e severa censura policial. Da chanchada ao cinema novo, do cinema marginal ao cinema experimental: a criatividade inesgotável de grandes autores brasileiros sempre transformou as dificuldades financeiras e técnicas em paliativo para a concepção de filmes inovadores, marcados por uma riquíssima “estética da pobreza”. Dentre tais autores “pobres”, sobressai-se um em especial: Ozualdo Candeias, que terá quase toda a obra exibida no forumdoc.bh.2009. Esse ex-motorista paulistano, que abandonou a boleia do caminhão para filmar, em 1955, seu primeiro curta Tambaú – Cidade dos Milagres, que também estará na Mostra, foi certamente o autor brasileiro que mais transpôs para as telas a brutalidade estética da miséria material e existencial. Seus filmes não tratam sobre a pobreza, no sentido naturalista do termo, mas concebem uma linguagem pobre, em que a aparência tosca e precária da fotografia, do som e da montagem constitui o elemento mais belo, justamente, por preservar a sua feiúra genuína.
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“Apresentamos uma mostra ampla e um retrato diverso do Candeias, que permita uma leitura mais completa do cineasta, sua obra e trajetória, com um marco temporal grande, com filmes diferenciados, principalmente a faceta documental que é pouco conhecida”, destaca Ewerton Belico, que organizou a Mostra juntamente com Paulo Maia e Patrícia Mourão.
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Os espectadores terão a oportunidade de ver obras raras como A Margem, de 1967, o primeiro longa-metragem de Candeias, que inaugurou o chamado cinema marginal, movimento dos anos 70, integrado por freqüentadores da Boca do Lixo, antigo baixo meretrício da capital paulista, antro de prostitutas, cafetões e cineastas. Júlio Bressane, João Silveiro Trevisan, Rogéri
o Sganzerla, Neville d’Almeida e Carlos Reichenbach são alguns dos nomes associados a essa tendência cinematográfica eclodida com o filme de Candeias.
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Também serão exibidos outros vários longas-metragens como A Herança (1971), Meu nome é Tonho (1969), Manelão, o caçador de orelhas; raríssimos curtas-metragens e documentários como Polícia Feminina (1960) e Bocadolixocinema ou Festa na
Boca (1976); médias-metragens como Zézero (1974) e Candinho (1976); além de vídeos mais recentes como Bastidores da Filmagem de um Pornô (anos 90). Ao todo, a Mostra apresenta 18 filmes do realizador, abarcando todas as fases de incansável cineasta brasileiro, que superou todas as dificuldades para produzir uma obra riquíssima.
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Para debater sobre o seu legado, haverá, no dia 28/11 (sábado), às 21 horas, mesa-redonda O Cinema de Ozualdo Candeias, com a presença de Jean-Claude Bernardet, Arthur Autran e mediação de Ewerton Belico.
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Mostra Subterrâneos
Foto: Tony Pierce-Roberts/Divulgação
Pensando no poder do cinema em estabelecer uma relação ativa com a história, o forumdoc.bh.2009 apresenta a Mostra Subterrâneos, composta por quatro produções de nacionalidades e temáticas distintas. Em todas, o cinema atua como perpetuador da memória coletiva e assume o papel de pensar e influenciar a história. Compõem a sessão os filmes Alemanha no Outono (1978), direção coletiva, que retrata e discute a crise política que se sucedeu no país após a morte na prisão de líderes de um grupo de extrema-esquerda e de um líder empresarial durante o outono de 1977; S-21, A Máquina de Morte do Khmer Vermelho (2003), dirigido por Rithy Panh, em que o realizador faz uma viagem ao passado de terror no Camboja junto com dois sobreviventes até a famosa prisão S-21, tornada museu do genocídio; a produção polonesa Moonlighting (1982), de Jerzy Skolimowski, que narra a história de um grupo de operários levados até Londres como mão de obra barata no mesmo momento em que a ditadura polonesa declara estado de sítio; e Orgia ou O Homem Que Deu Cria (1970), do brasileiro João Silvério Trevisan, road movie surrealista que traz a saga de um playboy que, após assassinar o pai, sai pelo mundo para encontrar estranhas figuras. A mostra tem a curadoria de Affonso Uchôa, Mauricio Rezende e Theo Duarte, coordenadores do projeto Cineclube Subterrâneos, que exibe em sessões semanais filmes raros e de difícil acesso na sede da Associação Filmes de Quintal.
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Lançamentos: livros, filmes e mostra fotográfica
Foto: Divulgação
O forumdoc.bh.2009 promove ainda, no dia 26/11 (quinta-feira), às 21 horas, o lançamento do projeto Imagem-Corpo-Verdade: trânsito de saberes maxakali, realizado pela Associação Filmes de Quintal, em parceria com a UFMG, sob coordenação da etnomusicóloga e professora da faculdade de música Rosângela Tugny, e com as ONG’s Vídeo nas Aldeias e Instituto Catitu. O projeto é composto pelos livros Mõgmõka Yõg Kutex xi Ãgtux (Cantos e Histórias do Gavião-espírito) e Yãmĩyxop Xũnĩm Yõg Kutex xi Ãgtux xi Hemex Yõg Kutex (Cantos e Histórias do Morcego-espírito e do Hemex), que apresentam de 124 a 144 cantos em versão bilíngüe do repertório dos povos-espíritos, bem como um conjunto de cantos, narrativas míticas e até expressões que permaneceram sem tradução, junto com DVDs com mais de 6 horas de imagens de cantos gravados durante cerimônias rituais.
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“É a primeira vez que se publica no Brasil um repertório inteiro de ritual indígena, sem cortes”, destaca Rafael Barros, que fez a coordenação de produção do projeto pela Associação Filmes de Quintal. Além dos livros, co-editados pela editora Azougue e a Filmes de Quintal, também faz parte do projeto o livro fotográfico Koxuk Xop (Imagem), resultado de uma oficina de fotografias realizada com mulheres da Aldeia Verde, que traz o olhar feminino sobre rituais proibidos para as mulheres dentro da sociedade maxakali. Será publicado pela Azougue, em parceria com a Filmes de Quintal. Uma seleção de imagens do livro compõe uma mostra fotográfica nas vitrines do Cine Humberto Mauro. Por fim, haverá o lançamento dos documentários Caçando Capivara (2009) e Acordar do Dia (2009), frutos de oficinas para formação de jovens das aldeias. Índios maxacali participantes do projeto estarão presentes durante as atividades dos lançamentos. O projeto Imagem-Corpo-Verdade: trânsito de saberes maxakali circulará em escolas da rede pública de cidades no entorno dos aldeamentos onde foi realizado.
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Ainda no forumdoc.bh.2009, no dia 27/11, às 19 horas, será lançado o volume 6 da Revista Devires, que traz o dossiê dedicado a Jean Rouch. A revista é uma publicação conjunta dos programas de pós-graduação em Comunicação e em Antropologia da FAFICH-UFMG.
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O forumdoc.bh
Realizado na capital mineira desde 1997 pela Associação Filmes de Quintal em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o forumdoc.bh é considerado o mais antigo festival de cinema em Minas Gerais com suas treze edições consecutivas, integrando o circuito consolidado das mostras de cinema e vídeo do Brasil. O forumdoc.bh é um dos mais importantes festivais nacionais dedicados à produção de filmes documentários, sendo um evento que, além das mostras audiovisuais, proporciona um momento de reflexão das produções com a participação de realizadores em fórum de debates, sessões comentadas e oficinas para o público interessado em filme documentário e em antropologia.
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A 13° edição do forumdoc.bh conta com patrocínio do Programa Cemig Cultural, do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, através dos mecanismos de incentivo à cultura Federal e Municipal, e da Capes; tem, ainda, o apoio do Fundo Nacional de Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e do Fundo Estadual de Cultura da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

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Serviços:
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Abertura oficial do forumdoc.bh.2009 – 13º Festival do Filme Documentário e Etnográfico/Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo, com sessão comentada pelo autor do filme Corumbiara (2009), de Vincent Carelli
Data e horário: dia 19/11 (quinta-feira), às 20h

Local: Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)

Após a sessão: apresentação do Coral Agbára – Vozes d’África nos jardins do Palácio das Artes
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forumdoc.bh.2009 – 13º Festival do Filme Documentário e Etnográfico/ Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo
Data: de 19 de novembro a 29 de novembro

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)

Informações: (31) 3889-1997 e www.forumdoc.org.br
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Para baixar a programação completa em formato "word", clique aqui.

E clique aqui para baixar o catálogo do forumdoc.bh.2009, que contem textos de especialistas, entrevistas e mais informações sobre convidados, participantes e realizadores que estão na programação deste ano do festival.

Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com

RELEASE - Tizumba em celebração da Consciência Negra

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Tizumba é um dos escolhidos pela Fundação Palmares
em projeto que celebra a Consciência Negra
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A História do Brasil revista pelo olhar dos negros, valores e ensinamentos
da cultura afro-brasileira são retratados em “O Negro, a Flor e o Rosário”,
espetáculo de Mauricio Tizumba e a Trupe Negra
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Foto: Netun Lima/Divulgação

Tizumba e a Trupe Negra em cena de "O Negro, a Flor e o Rosário"
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Mais do que um momento para conscientização, também para celebrar conquistas, glórias, contribuições e a participação do povo negro na construção da sociedade brasileira. Com muito humor, encantamento, música e histórias de heróis e santos afro-brasileiros é que o musical O Negro, a Flor e o Rosário, de Mauricio Tizumba, será apresentado em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. As apresentações serão no próximo sábado (21/11), às 20 horas, na Praça Duque de Caxias, no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte, e, no domingo (22), no mesmo horário na Praça Gomes Freire (Jardim), no centro de Mariana, ambos com entrada franca. O espetáculo foi único em Minas Gerais contemplado pelo edital “Idéias Criativas para 20 de novembro”, da Fundação Cultural Palmares, que selecionou 20 propostas de cinco regiões do Brasil com a temática “Renascimento Africano”, em apoio a iniciativas de promoção da cultura negra para crianças e jovens em idade escolar.
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Com mais de 30 anos de carreira, dedicados à valorização das raízes culturais negro-africanas no Brasil, sobretudo em Minas Gerais, não foi à toa que Tizumba foi agraciado pela Fundação Palmares com seu novo espetáculo. Em “O Negro, a Flor e o Rosário” o artista perpetua ensinamentos e compartilha experiências de sua vivência artística com as jovens artistas com quem divide o palco. Não apenas no teatro, mas também na música Tizumba vem formando novos talentos, como também no projeto TambOr Mineiro, que tem revelado novos percussionistas na capital mineira e em oficinas pelo interior do estado.
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O musical
Além de Mauricio Tizumba, o elenco do espetáculo é composto pelas jovens atrizes: Elisa de Sena, Júlia Dias, Tásia D’Paula, Eneida Silva, Maíra Baldaia, Juliene Lelis, Débora Guimarães, Simone Meireles, Viviane Moreira e Josi Lopes. De maneira lúdica, divertida e despojada, a trupe introduz à platéia o universo das culturas de matriz africana, das tradições e saberes que nutrem o cotidiano e a fé do povo negro no Brasil. O espetáculo é composto por seis contos dedicados aos personagens: “Zumbi dos Palmares”, maior símbolo de resistência das lutas dos negros pela liberdade e igualdade, que desde 1996 pertence ao panteão dos heróis nacionais; “Dandara”, exemplo de mulher guerreira que lutou em defesa do Quilombo dos Palmares; o serelepe, brincalhão e misterioso “Saci Pererê”; os santos meninos “Cosme e Damião”, que trazem o universo infantil das brincadeiras e guloseimas; os “Orixás”, como divindades afro-brasileiras representadas na natureza e “Nossa Senhora do Rosário”, maior representação de religiosidade para os negros em Minas Gerais, principalmente para congadeiros e candombeiros, manifestações de origem bantu que muito contribuiu para a formação da cultura do estado.
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“É uma visão negra de quem conta essas histórias. Quero que as pessoas percebam a importância dessas referências e com elas a nossa música, nossa dança, nossa culinária, que são preciosidades que não surgiram hoje. Fiz esse espetáculo para mostrar ao público a beleza, valores, resistência e fé do povo negro”, explica Mauricio Tizumba. Segundo ele, a intenção do espetáculo é contribuir para a formação de crianças e jovens na compreensão do papel e participação do negro na sociedade.
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A peça tem direção de Paula Manata, do grupo Armatrux. Para ela, que já dirigiu a peça “A Zeropéia”, da Cia Burlantins, da qual Tizumba faz parte, trabalhar com o ator é sempre uma experiência única. A diretoria, com formação em história, confessa: “tive que estudar mais sobre esse universo que o Tizumba propõe no espetáculo. É um resgate da história do Brasil pela visão dos negros”. O cenário, que traz as imagens em tamanho natural de Zumbi e Dandara tocando tambores, foi feito por Eduardo Félix Leite, que assina também os figurinos e adereços. Já a trilha sonora possui músicas compostas pelo próprio Tizumba e cantigas do candomblé e congado recolhidas por ele, com preparação vocal feita por Marina Machado e coreografia e preparação corporal de Giovana Penna. A iluminação é de Bruno Cerezoli.
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Ficha técnica:
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Concepção, roteiro, música e direção musical: Mauricio Tizumba
Direção cênica: Paula Manata
Cenário, adereços e figurinos: Eduardo Félix Leite
Preparação corporal e coreografias: Giovana Penna
Preparação vocal: Marina Machado
Produção executiva: Elias Gibran e Tamaki Yonekura
Cordel: Vitor Alvim
Iluminação: Bruno Cerezoli
Contra-regra: Wandersom Souza
Elenco: Elisa de Sena, Júlia Dias, Tásia D’Paula, Eneida Silva, Maíra Baldaia, Juliene Lelis, Débora Guimarães, Simone Meireles, Viviane Moreira e Josi Lopes
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Serviços:
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Espetáculo “O Negro, a Flor e o Rosário” com Mauricio Tizumba e Trupe Negra em Belo Horizonte
Data e horário: 21 de novembro (sábado), às 20 horas
Local: Praça Duque de Caxias (rua Mármore, s/nº, Santa Tereza, Belo Horizonte)
Entrada franca
Classificação etária: 7 anos
Informações: (31) 3227-1187
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Espetáculo “O Negro, a Flor e o Rosário” com Mauricio Tizumba e Trupe Negra em Mariana
Data e horário: 22 de novembro (domingo), às 20 horas
Local: Praça Gomes Freire (Jardim) - Centro, Mariana
Entrada franca
Classificação etária: 7 anos
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com

Informações: (31) 3227-1187

RELEASE 12/11 - Marie-José Mondzain no forumdoc

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Filósofa francesa realiza seminário no forumdoc.bh.2009
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Marie-José Mondzain discute o tema da perseguição no cinema através de uma das mais sofisticadas teorias sobre o estatuto da imagem
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Foto: Robert Burks/Divulgação

Os Pássaros, de Hitchcock, um dos filmes que serão exibidos no seminário
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Como parte integrante do Programa UFMG forumdoc.bh.2009, acontece entre os dias 17 e 19 de novembro, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes, o seminário A Perseguição no Cinema, com a filosofa francesa e historiadora da arte Marie-José Mondzain. Na ocasião, ela comentará e debaterá sobre filmes de Hitchcock, Apichatpong Weerasethakul, Alan Clark e Gus van Saint. Além disso, dia 21/11, no mesmo local, Mondzain realizará uma grande conferência de encerramento, também seguida de debate (confira abaixo a grade de horários). O seminário é co-realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da FAFICH/UFMG, com a coordenação do professor César Guimarães.
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Marie-José Mondzain, professora da École des Hautes Études em Sciences Sociales (EHESC) e diretora de pesquisa do CNRS (espécie de CNPq da França), prefigura entre os grandes nomes dos estudos contemporâneos sobre o estatuto da imagem. Com o seminário A Perseguição no Cinema, organizado pela Associação Filmes de Quintal, em parceria com os departamentos de Comunicação Social e de Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, os interessados pelo audiovisual, artes visuais e filosofia da imagem, assim como pelas múltiplas formas e expressões do olhar contemporâneo, terão uma oportunidade única de conhecer o refinado pensamento dessa respeitada autora francesa. Para participar do seminário, não é necessário inscrição e a entrada é gratuita.

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As atividades do Programa UFMG, que também traz, até dia 18 de novembro, no Cine Clube da FACE/UFMG (Auditório 1), a Retrospectiva de Adrian Cowell e o Seminário Filmar o Trabalho sobre a obra do chinês Wang Bing, antecipam a programação do forumdoc.bh.2009 – Festival do Filme Documentário e Etnográfico/Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo, que acontece do dia 19 a 29 de novembro, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (confira programação no site www.filmesdequintal.org.br.

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Atualmente em sua 13° edição, o forumdoc.bh é realizado pela Associação Filmes de Quintal, em co-realização com a Universidade Federal de Minas Gerais. Ao longo dos anos, tem se destacado como um dos mais destacados festivais nacionais do filme documentário e etnográfico, contribuido para expandir as fronteiras entre documento e ficção, ciência e arte, pesquisa e linguagem das expressões humanas.

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Saiba mais sobre a obra de Marie-José Mondzain
Em publicações como Image, Icone, Économie (Imagem, Ícone e Economia; Ed. Seuil, 1977) e Le Commerce des Regards (O Comércio dos Olhares; Ed. Seuil, 2003), Marie-José Mondzain retoma a conhecida querela do período bizantino travada entre os iconófilos – cultuadores de imagens religiosas – e iconoclastas – seguidores do mandamento cristão contrário à adoração de imagens. A partir desse estudo, Mondzain propõe uma pujante discussão sobre os poderes da imagem na contemporaneidade, a maneira como se fazem ver e como os espectadores exercem um trabalho crítico diante delas. Um dos seus conceitos basilares diz respeito à partilha do ver, segundo o qual a imagem não é determinada unicamente pela visão, mas se abre a uma comunidade de espectadores animada pelo julgamento crítico aliado a uma percepção afetiva do mundo.
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Em outro livro, L’Image Peut-elle Tuer?, publicado logo após o trágico dia 11 de setembro de 2001, Mondzain critica a atitude dos americanos em censurar as imagens dos atentados, motivados pela crença de que a simples visão das mesmas poderia despertar nos espectadores o desejo de agir contra outros monumentos da supremacia estadunidense. De acordo com Mondzain, as imagens não possuem esse poder de levar os espectadores a passarem, de forma direta, da visão ao ato. Pelo contrário, o que se sobressai no processo da recepção visual é a liberdade do julgamento crítico, pois as imagens em si mesmas não matam e nem potencializam a natureza assassina de quem quer que seja.

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Mondzain argumenta que os espectadores não são guiados unicamente pela visão das imagens, mas eles partilham essa visão através das palavras. Nesse sentido, partilhar o olhar é, sobretudo, partilhar a fala sobre as imagens. Tal correlação remete a dois conceitos fundamentais na obra de Mondzain: as operações de incorporação e encarnação. No primeiro caso, tem-se um processo de fusão entre sujeito e corpo, uma identificação imediata do espectador com a imagem, permeada pela falta de reflexão; no outro, tem-se o extremo oposto, ou seja, um processo em que o sujeito assume uma posição distanciada e enxerga as imagens sob a mediação de um discurso crítico.

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Em seus textos mais recentes, como Homo Spectator (Ed. Bayard, 2008), Mondzain alarga ainda mais o campo da discussão sobre a crença depositada nas imagens e a liberdade crítica dos espectadores, analisando desde as pinturas rupestres até a arte contemporânea. Ao longo desse extenso percurso, ela também tem incorporado às suas pesquisas a questão da imagem no contexto do cinema.

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Os espectadores do forumdoc.bh.2009 terão a chance única de acompanhar algumas das suas reflexões mais atuais sobre um tópico cinematográfico em específico: a maneira como autores do calibre de Hitchcock ou Alain Clark, Apichatpong Weerasethakul ou Gus van Saint, trabalham o tema da perseguição em seus filmes. A partir dessa reflexão, Mondzain discutirá sobre como o olhar constrói a sua própria visão da perseguição. Ao assistir a esses filmes, o espectador se torna ele próprio um perseguidor ou um perseguido? Ou, ao contrário, entre essas duas opções, ele descobre uma relação inesperada e passa a observar, distanciadamente, a ação de personagens perdidos no desfiladeiro de um jogo espetacular?

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Questões similares serão debatidas no seminário A Perseguição no Cinema. Quem quiser não somente assistir, mas também refletir sobre os espetáculos visuais da contemporaneidade, não pode perder.

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O Programa UFMG conta com o patrocínio da Fundação CAPES. O forumdoc.bh.2009 tem os patrocínios do Programa Cemig Cultural, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, da Fundação CAPES e do Fundo Nacional de Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

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Serviço:
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Seminário A Perseguição no Cinema, com Marie-José Mondzain
Data: de 17 a 19 de novembro
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)
Entrada franca
Informações: (31) 3889-1997 e www.forumdoc.org.br
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
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RELEASE 10/11 - Musical de Tizumba e Trupe Negra em Nova Lima

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Semana da Consciência Negra é celebrada
com musical de Tizumba

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Em “O Negro, a Flor e o Rosário”, Mauricio Tizumba e Trupe Negra resgatam personagens da história do Brasil, valores, crenças e ensinamentos da cultura afro-brasileira
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Foto: Netun Lima/Divulgação
A trajetória do povo negro no Brasil contada com humor, encantamento e música através da história de ícones como os heróis e santos da religiosidade do Brasil. Isso e muito mais é o que traz o espetáculo musical O Negro, a Flor e o Rosário, de Mauricio Tizumba, que será apresentado no próximo domingo (15/11), às 20 horas, no Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima, na histórica Nova Lima. A apresentação é viabilizada pelo edital “Idéias Criativas para 20 de novembro”, da Fundação Cultural Palmares, que selecionou 20 espetáculos de cinco regiões do Brasil, com a temática Renascimento Africano, em apoio a iniciativas de promoção da cultura negra para crianças e jovens em idade escolar para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra. O espetáculo será apresentado ainda nas cidades de Belo Horizonte (dia 21) e Mariana (dia 22), sempre com entrada franca.
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Além de Tizumba, o elenco é composto pelas jovens atrizes: Elisa de Sena, Júlia Dias, Tásia D’Paula, Eneida Silva, Ana Luísa Coelho, Maíra Baldaia, Débora Guimarães, Simone Meireles e Josi Lopes. De maneira lúdica, divertida e despojada, a trupe introduz à platéia o universo das culturas de matriz africana, das tradições e saberes que nutrem o cotidiano e a fé do povo negro no Brasil. O espetáculo é composto por seis contos dedicados aos personagens: “Zumbi dos Palmares”, maior símbolo de resistência das lutas dos negros pela liberdade e igualdade, que desde 1996 pertence ao panteão dos heróis nacionais; “Dandara”, exemplo de mulher guerreira que lutou em defesa do Quilombo dos Palmares; o serelepe, brincalhão e misterioso “Saci Pererê”; os santos meninos “Cosme e Damião”, que trazem o universo infantil das brincadeiras e guloseimas; os “Orixás”, como divindades afro-brasileiras representadas na natureza e “Nossa Senhora do Rosário”, maior representação de religiosidade para os negros em Minas Gerais, principalmente para congadeiros e candombeiros.
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“É uma visão negra de quem conta essas histórias. Quero que as pessoas percebam a importância dessas referências e com elas a nossa música, nossa dança, nossa culinária, que são preciosidades que não surgiram hoje. Fiz esse espetáculo para mostrar ao público a beleza, valores, resistência e fé do povo negro”, explica Mauricio Tizumba. Segundo ele, a intenção do espetáculo é contribuir para a formação de crianças e jovens na compreensão do papel e participação do negro na sociedade.
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A peça tem direção de Paula Manata, do grupo Armatrux. O cenário que traz as imagens em tamanho natural de Zumbi e Dandara tocando tambores, foi feito por Eduardo Félix Leite, que assina também os figurinos e adereços. Já a trilha sonora possui músicas compostas pelo próprio Tizumba e cantigas do candomblé e congado recolhidas por ele, com preparação vocal feita por Marina Machado e coreografia e preparação corporal de Giovana Penna. A iluminação é de Bruno Cerezoli.
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Ficha técnica:
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Concepção, roteiro, música e direção musical: Mauricio Tizumba
Direção cênica: Paula Manata
Cenário, adereços e figurinos: Eduardo Félix Leite
Preparação corporal e coreografias: Giovana Penna
Preparação vocal: Marina Machado
Produção executiva: Elias Gibran e Tamaki Yonekura
Cordel: Vitor Alvim
Iluminação: Bruno Cerezoli
Contra-regra: Wandersom Souza
Elenco: Elisa de Sena, Júlia Dias, Tásia D’Paula, Eneida Silva, Ana Luísa Coelho, Maíra Baldaia, Débora Guimarães, Simone Meireles e Josi Lopes
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Serviço:
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Espetáculo “O Negro, a Flor e o Rosário” com Mauricio Tizumba e Trupe Negra
Data e horário: 15 de novembro (domingo), às 20 horas
Local: Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima (praça Bernardino de Lima, s/nº, centro, Nova Lima)
Entrada franca
Classificação etária: 7 anos
Informações: (31) 3227-1187
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com

RELEASE 05/11 - forumdoc.bh.2009 inicia com Programa UFMG

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Programação na UFMG inicia 1ª etapa do forumdoc.bh.2009
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Exibições de filmes, debates e oficina de vídeo com a presença de Adrian Cowell antecipam a 13ª edição do forumdoc.bh
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Foto: Vicente Rios/Divulgação

Cena do filme O Destino dos Uru Eu Wau Wau, de Adrian Cowell
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As transformações da floresta amazônica documentadas ao longo de décadas e as mudanças ocorridas na China do século 21 são retratadas, respectivamente, pelas obras cinematográficas de Adrian Cowell e Wang Bing. Importantes filmes destes autores serão exibidos e debatidos no forumdoc.bh.2009 Programa UFMG, que acontece de 10 a 18 de novembro, no Cine Clube da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG – Auditório 1, com sessões gratuitas às 11h, 14h e 16h. Além das mostras e debates, também haverá, no mesmo período, a oficina Teoria e Prática do Filme Documentário e Etnográfico.

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As atividades na UFMG integram a programação do forumdoc.bh.2009 – Festival do Filme Documentário e Etnográfico/Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo, que será do dia 19 a 29 de novembro, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes, sempre com entrada franca. Atualmente em sua 13° edição, o forumdoc.bh é realizado pela Associação Filmes de Quintal, em co-realização com a Universidade Federal de Minas Gerais. Ao longo dos anos, tem se destacado como um dos mais destacados festivais nacionais do filme documentário e etnográfico, contribuido para expandir as fronteiras entre documento e ficção, ciência e arte, pesquisa e linguagem das expressões humanas.

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A abertura oficial do forumdoc.bh.2009 será com o longa-metragem Corumbiara, realizado este ano por Vincent Carelli, que comentará o filme após a sessão. Durante o festival, destacam-se ainda a Mostra Cineastas Africanos – África Subsaariana, com produções representativas do cinema africano desde a década de 1950 até os dias atuais e a retrospectiva de autor brasileiro dedicada à obra de Ozualdo Candeias, precursor do Cinema Marginal, entre muitas outras atrações. O material de divulgação com a programação completa do festival será enviado em breve.
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PROGRAMA UFMG:
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Retrospectiva Adrian Cowell
Documentarista e historiador de origem britânica, Adrian Cowell terá uma retrospectiva inédita com 11 filmes produzidos no Brasil, entre os anos de 1980 e 1990, que trazem um dos mais reveladores registros sobre a devastação da Amazônia. As campanhas ambientalistas, a vida e morte de Chico Mendes, o primeiro contato com os índios Uru Eu Wau Wau, o garimpo em Carajás, a luta dos irmãos Villas Bôas pela preservação da floresta, entre outros conflitos históricos de uma Amazônia dilacerada pela inconseqüente ação humana são retratados em filmes como Chico Mendes – eu quero viver (1989) e Na Trilha do Uru Eu Wau Wau (1990).
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A curadoria da mostra foi realizada por Stella Penido, pesquisadora da Casa Oswaldo Cruz/Fio Cruz, que desenvolve projetos com vídeo documentário na Amazônia desde 1991. A mostra resulta de um projeto iniciado em 2006 com parceria da Universidade Federal de Goiás, no qual foi realizada uma complexa estratégia para trazer ao Brasil cerca de sete toneladas de material filmado sobre a Amazônia ao longo de 50 anos, que se encontrava alojado em condições precárias no porão da casa onde Cowell mora em Londres.
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De acordo com Penido, “os filmes da retrospectiva foram escolhidos por já possuírem versão em português. Eles retratam o auge do desmatamento na Amazônia, ocorrido durante os anos 80. Se em geral os documentários sobre a Amazônia se assemelham mais a reportagens, os documentários de Cowell se distinguem pela continuidade das suas filmagens, que em alguns casos se estendem durante décadas. Por isso, seus filmes possuem uma visão densa e abrangente sobre a devastação amazônica”.
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Para discutir sobre a fortuna política, etnográfica, ambiental e audiovisual da obra realizada por Cowell, o forumdoc.bh.2009 organizou a mesa redonda O cinema de Adrian Cowell e a Amazônia, que ocorrerá dia 17/11, às 14h, no Cine Clube da FACE/UFMG (Auditório 1) e contará com a presença do próprio realizador. Além dele, estão confirmados os seguintes debatedores: Vicente Rios, cinegrafista que trabalha com Cowell há trinta anos; o indigenista Mauro Oliveira; e a curadora da retrospectiva Stella Penido.
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No dia 18/11, às 11h10, no mesmo local, também haverá a mesa redonda Filmar Sociedades Indígenas, em que Adrian Cowell e Vincent Carelli falarão sobre a produção dos seus filmes na Amazônia brasileira. Ao longo da mostra, haverá ainda várias sessões comentadas pelo autor.
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Seminário Filmar o Trabalho A outra atividade prevista na programação do forumdoc.bh.2009 Programa UFMG é o Seminário Filmar o Trabalho, que promoverá um debate sobre a obra do premiado cineasta chinês Wang Bing, que ganhou o Festival de Cannes em 2007 com Fengming, a Chinese Memoir (Fengming, uma memória chinesa). Os debates acontecerão em torno do seu primeiro filme, Além dos trilhos (Tie Xi Qu, 2003), que tem duração de 9 horas. Sua exibição será divida em 4 sessões, que acontecerão nos dias 10 e 11/11, sempre às 14h e às 16h, com intervalo de 30 minutos entre uma sessão e outra.
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Filmado entre 1999 e 2001, Além dos trilhos registra a dramática transição da China, que abandonou a economia estatizada do comunismo maoísta para se tornar a mais promissora potência do mercado capitalista global. Esse documentário com contornos épicos retrata a decadência do distrito industrial Tie Xi, situado no nordeste chinês, antes um símbolo da pujança econômica comunista. Fábricas são fechadas, trabalhadores perdem seus empregos e casas: durante nove horas dividas em três episódios, Além dos trilhos expõe um dos mais ousados e minuciosos testemunhos sobre o processo transitório experimentado pela sociedade chinesa no início do século 21.
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Para debater sobre essa obra monumental, ganhadora do Grande Prêmio no Festival do Filme Documentário de Marselha em 2003, o forumdoc.bh.2009 convidou Tom Dwyer, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e autor do livro Vida e Morte no Trabalho: Acidentes do Trabalho e a Produção Social do Erro (Ed. da Unicamp, 2006), que desenvolve pesquisas sobre as conseqüências da ascensão chinesa para o Brasil. O outro debatedor, que também organizou o seminário, é César Guimarães, professor do Departamento de Comunicação Social da UFMG e autor de várias obras sobre cinema e a questão da imagem na sociedade contemporânea, como Imagens da Memória: entre o legível e o visível (Ed. UFMG, 2003).
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Oficina Teoria e Prática do Filme Documentário e Etnográfico Até o dia 7 de novembro, encontram-se abertas as inscrições para a Oficina Teórica e Prática do Filme Documentário e Etnográfico, realizada pela 13ª edição do forumdoc.bh.2009. A oficina é gratuita e acontecerá na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Será ministrada por Ruben Caixeta, Pedro Portella, Ana Carvalho e Cecília de Mendonça. Durante uma semana, os participantes irão assistir aos filmes de Wang Bing e Adrian Cowell. Ao mesmo tempo, sairão a campo para realizarem exercícios de filmagem aliados às discussões teóricas sobre cinema documentário e etnográfico. Os interessados devem enviar mini-currículo e carta de intenções para o e-mail oficina@filmesdequintal.org.br até o dia 07/11. O resultado da seleção será publicado no site www.forumdoc.org.br, no dia 09/11.
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Outras informações A programação do forumdoc.bh.2009 Programa UFMG inclui, ainda, o seminário A Perseguição no Cinema, em que a filósofa e historiadora da arte francesa, Marie-José Mondzain, uma das principais pensadoras contemporâneas sobre o estatuto da imagem, comentará e debaterá sobre filmes de Hitchcock, Apichatpong Weerasethakul, Alan Clark e Gus van Saint. O seminário acontecerá nos dias 17, 18, 19 e 21 de novembro, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes. Em breve também será enviada divulgação específica sobre o seminário.
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A programação UFMG conta com o patrocínio da Fundação CAPES. O forumdoc.bh, na edição 2009, tem os patrocínios do Programa Cemig Cultural, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, da Fundação CAPES e do Fundo Nacional de Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
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Serviços:
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forumdoc.bh.2009 Programa UFMG – 13º Festival do Filme Documentário e Etnográfico/Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo
Data: de 10 a 18 de novembro

Local: Cine Clube da Faculdade de Ciências Econômicas FACE/UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha)
Entrada franca

Informações: (31) 3889-1997 e www.forumdoc.org.br

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Inscrições abertas – Oficina de Teoria e Prática do Filme Documentário e Etnográfico forumdoc.bh.2009 – vagas limitadas
Inscrições: até 7 de novembro
Data e horários: de 10 a 18 de novembro, das 9 às 12 horas e de 14 às 18 horas
Local: FAFICH/UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627, Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas, Pampulha)

Informações: (31) 3889-1997 e www.forumdoc.org.br
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com


Se ligue: Tom Nascimento no FAN 2009

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forumdoc.2009 vem aí...

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Pelo segundo ano, a BEBOP Comunicação&Cultura faz a assessoria de imprensa de uma das ações culturais mais importantes do Brasil, no seu segmento. Trata-se do forumdoc.bh - Festival do Filme Documentário de Belo Horizonte / Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo, que esse ano está em sua 13º edição. O festival é produzido pela galera da Associação Filmes de Quintal. Poucos projetos são tão bem cuidados e feitos com tanta dedicação como esse festival em questão. Basta ver as vinhetas acima e abaixo, da edição do ano passado, para sacarem do que estamos falando. O festival começa no dia 10 e vai até o final do mês de novembro. Assim que a programação estiver concluída, daremos mais detalhes. Por enquanto, comemoramos, trabalhamos e somamos forças no forumdoc.bh.2009.

George Cardoso e Graziella Medrado

Tom Nascimento e Música Minas no Rio

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video

Música Minas - Tom Nascimento 23/10

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Música Minas leva Tom Nascimento ao Rio de Janeiro
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Divulgação (clique na imagem para ampliá-la)

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Na próxima sexta-feira (23/10), Tom Nascimento apresenta o show "TecnoGroove", no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. Mais um espetáculo promovido pelo Programa Música Minas.
Você que ainda não conhece esse novo show do Tom, confira algumas músicas abaixo:
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Release 21/09 - BH recebe festival TransAmazoniennes

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A cultura afro da Amazônia e Caribe na capital mineira
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Pela primeira vez no Brasil, o Festival TransAmazoniennes, maior festival cultural do norte da América Latina e Caribe, traz atrações de música e dança contemporânea para celebrar o Ano da França no Brasil
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Fotos: TransAmazoniennes 2009/Divulgação

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Durante dois dias, a música e dança das expressões negroafricanas de países sulamericanos da região amazônica e caribe invadirão pela primeira vez a capital mineira. Trata-se da edição brasileira do Festival TransAmazoniennes, uma das poucas ações, em Minas Gerias, para celebrar o Ano da França no Brasil, que acontece nos dias 26 e 27 de setembro, na Casa do Estudante e Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna.

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Realizado pelo Transportation Label e a gravadora Amazonian Records, da Guiana Francesa, junto com o Centro Cultural Casa África, responsável pela produção no Brasil, o Festival TransAmazoniennes é considerado o maior festival de música do norte da América e do Caribe e também um dos dez maiores festivais de world music de expressão francesa. Surgido em 1996, na Guiana Francesa, o TransAmazoniennes ganhou amplitude internacional, onde apresentam-se artistas consagrados e revelações de países como Haiti, Martinica, Guianas, Suriname, Guadalupe, Jamaica, dentre outros, diante de platéias de mais de dez mil pessoas por dia. De lá, os mesmos artistas partem em turnê por diversos continentes para mostrar suas artes.
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É a primeira vez que parte do TransAmazoniennes chega a Belo Horizonte. Dividido em duas etapas, no dia 26 de setembro (sábado), na Casa do Estudante, acontecerá o “Amazoniennes Roots Reggae”, que reunirá artistas de diferentes nacionalidades para mostrar a diversidade desse ritmo surgido na Jamaica: Prince Koloni (Suriname), Maldon M’Say (Guiana Francesa), Gavin Jacobs (Guiana), Little Guerrier (Suriname) e, como convidado especial, o mineiro Celso Moretti.
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Já no domingo (27/09), no Teatro do OI Futuro Klauss Vianna, acontece o “Amazoniennes Connection”, com apresentações musicais do cantor de world music Chris Combette (Martinica/Guiana Francesa) e do grupo Fondering (Jamaica) e apresentação do grupo de dança moderna Tamango Urban’s Tap (Guiana Francesa/ Nova York). A abertura da noite ficará por conta do cantor e compositor Sérgio Pererê.
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Artistas do “Amazoniennes Roots Reggae”
Prince Koloni – Nascido no Suriname, Prince Koloni é filho de Morris Siwo, considerado o rei da música aléké. Seduzido pela cultura do movimento Rastafari, inicia-se no reggae, provocando fusões com aléké, criando um trabalho musical único. Em 2005, o jornal francês “Libération” considerou seu primeiro álbum “Introducing Koloni” o melhor álbum de world music do ano. Cantando em francês, inglês, português, holandês, takitaki e bushinengue tongo, Koloni possui cerca de dez álbuns de aléké e quatro de reggae, sendo que acabou de gravar na Jamaica seu mais recente CD “Real Bushinengue”. Página do artista: www.myspace.com/princekoloni.
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Maldon M’Say – Nascido em Cayenne, na Guiana Francesa, Maldon M’Say transita pelo Reggae, Ragga, Soul, Rap e ritmos como Boggle e Socas. Desde 2000, coleciona numerosos shows em palcos de diversos festivais e países. Em 2008, recebeu no Festival TransAmazoniennes o prêmio de “Melhor Artista de Reggae-Ragga”. Página do artista: www.myspace.com/maldone973.
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Gavin Jacobs – Pouco após a Guiana tornar-se independente da Inglaterra, nasce Gavin Jacobs, em 1969. Muito novo, começou a cantar na igreja, a exemplo de muitos jovens do bairro onde morava. Em 1988, passa a integrar a banda Sound Dimension, com a qual realiza numerosos concertos. Em 1990, muda-se para a Guiana Francesa, onde encontra a banda Choose Few. Em 1996, foi descoberto pelo produtor Henri Placide, que lhe propôs gravar um zouk em inglês, sob o título “Be Someone”; sucesso à época. Unindo mensagens da militância social a favor dos menos favorecidos, Gavin produz um reggae roots vigoroso, que funde-se com outros estilos. Página do artista: www.myspace.com/amazonianrecords.
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Little Guerrier – Um artista que busca sentido na música. Assim é Little Guerrier – ou Lil Guerrier -, que faz uma música que dá voz aos excluídos dos guetos do Suriname, Guianas e valoriza as sonoridades da Amazônica. Crescido entre os universos da dança hip-hop e da música gospel, Lil Guerrier sente-se, aos 12 anos de idade, profundamente tocado pelo álbum “Natural Mystic”, de Bob Marley. No reggae, encontra a afirmação e espiritualidade de suas canções. Após integrar a banda Reggae Matik, em 2007, lança o disco solo “Cry Out”, em que canta em seis línguas diferentes, do crioulo do Suriname ao francês. Página do artista: www.myspace.com/littleguerrier.
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Celso Moretti – Mineiro de São João Del Rei, Celso Moretti é o precursor da música regueira em Minas Gerais, desde a primeira metade da década de oitenta. De Betim para o mundo iniciou a construção do “Reggae Favela”, sua concepção musical que faz uso das essências do ritmo e cultura da Jamaica, mesclando a realidade social da periferia brasileira. De lá pra cá, lançou no mercado os discos “Reggae Favela” (1997), “Reggae Favela Periferia” (2002), “Cabeça/Coração” (2006, acústico para colecionadores) e “Reggae Favela Brasil” (2007). Página do artista: www.myspace.com/celsomoretti.
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Artistas do “Amazoniennes Connection”
Chris Combette – Considerado um dos melhores cantores de world music da atualidade, Cris Combette (Martinica/Guiana Francesa) produz uma música que rompe fronteiras e estilos, que vão do reggae ao jazz, passando por zouk, samba e bossa nova. Reconhecido pela elegância de suas melodias e voz refinada, em 1997, foi finalista do prêmio Découvertes da Rádio França Internacional, conquistando ainda outros prêmios importantes, como o “9 Semanines et un Jour”, organizado pela RFO-TV. Página do artista: www.myspace.com/chriscombette.
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Tamango Urban’s Tap – “Um dos melhores dançarinos atuais, com surpreendente velocidade e brilho”. Assim, foi visto pelo jornal estadunidense The New York Times o bailarino Tamango. À frente do grupo de dança contemporânea Tamango Urban’s Tap, Tamango nasceu na Guiana Francesa, mas mudou-se para a França aos oito anos de idade. Estudou sapateado no American Center e há mais de 15 anos vive em Nova York, onde seu grupo conquistou reconhecimento de crítica e público. No palco, o espetáculo promove um encontro vivo de dançarinos e músicos altamente talentosos, em que os tambores haitianos, violoncelo, harpa, didjeriddo e trompete misturam-se ao jazz, funk, flamenco, capoeira, sapateado e dança hip-hop. Veja o vídeo do grupo:

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Fondering – Do tambor sagrado naya bighi aos tambores alékés, o grupo jamaicano Fondering cria a partir de 1993 um reggae peculiar, que no palco une três cantoras, percussionistas, bateria, maracás, sopros e cordas. Desde 2003, o grupo tem realizado turnês pela Europa, conquistando prestígio por onde passa. Na discografia, possui mais de 15 álbuns lançados. Página do artista: www.myspace.com/koloniandfondering.
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Sérgio Pererê – Multiartista e dono de uma voz privilegiada, Sérgio Pererê é um dos fundadores do grupo Tambolelê. Considerado um dos compositores mais significativo das novas linhagens da MPB, Pererê possui os CDs solos e autorais “Linha de Estrelas” (2005) e “Labidumba” (2008). Página do artista: www.myspace.com/sergioperere.
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Serviços:
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26 de setembro (sábado)
Festival TransAmazoniennes - Amazoniennes Roots Reggae
Horário: às 22 horas
Local: Casa do Estudante (av. Getúlio Vargas, 85, Funcionários, Belo Horizonte/MG)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Pontos de vendas: no local e DCE da PUC (av. Dom José Gaspar, 500 – Coração Eucarístico)
Informações: (31) 3234-4241 / 3375-7031 / 8688-7560 / 8866-1577 e casaafrica@casaafrica.com.br
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27 de setembro (domingo)
Festival TransAmazoniennes - Amazoniennes Connection
Horário: às 18 horas
Local: Teatro do OI Futuro Klauss Vianna (av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras, Belo Horizonte/MG)
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Pontos de vendas: no local, de terça à sábado, das 15 às 21 horas. Domingo, das 13 às 19 horas. Na loja Ingresso Rápido (Shopping 5ª Avenida – rua Alagoas, 1314 / loja 26c), de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas, e sábado, das 10 às 14 horas.
Informações: (31) 3234-4241 / 8688-7560 / 8866-1577 e casaafrica@casaafrica.com.br
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Clique aqui e baixe o RELEASE em formato word.
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IMAGENS DE DIVULGAÇÃO - Clique no links abaixo para baixar as fotos em alta resolução:
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FOTOS DIVULGAÇÃO Festival TransAmazoniennes 2009 - Crédito obrigatório: TransAmazoniennes 2009/Divulgação.
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OBS: Crédito diferenciado para as fotos dos mineiros:
- Celso Moretti - créditos: Foto 01 Carlos Stan/ Divulgação e Foto 02 Vilmar Silva/Divulgação.
- Sérgio Pererê - crédito: Netun Lima/Divulgação
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com


RELEASE 01/09 - Tom Nascimento apresenta seu "TecnoGroove" em São Paulo

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O groove e suingue da nova expressão da black music mineira
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Em carreira solo, Tom Nascimento, ex-vocalista da banda Berimbrown, leva à capital paulista seu novo trabalho, intitulado “TecnoGroove”
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Foto: Netun Lima
Compositor e instrumentista de melodias vibrantes e cantor de voz potente e privilegiada. Assim é Tom Nascimento, reconhecido como um dos principais nomes da nova safra de compositores e cantores de Minas Gerais.

Imagine um passeio suingado, movido pelo original funk da soul music com paradas obrigatórias no reggae, salsa, afoxé e variações do samba (samba-funk, samba-rock...), que vai dar num punch que mistura, ainda, a percussividade aos timbres eletrônicos. Essa é a “viagem musical” proposta pelo novo show do cantor e compositor Tom Nascimento, intitulado “TecnoGroove”, que ele apresenta na Choperia do SESC Pompéia, no dia 11 de setembro (sexta-feira), às 21 horas.

No novo show, Tom explora as potencialidades tecnológicas, como o uso de loop station, efeitos e samplers, incorporados às técnicas de afro-beatbox e as batidas percussivas do violão, uma das marcas dele enquanto instrumentista. No palco, ele é acompanhado da banda formada por Paulo Maitá (baixo), Dalton Palmiere (teclados), Johnny Herno (percussão e efeitos) e Rodrigo Gonçalves (bateria). No repertório, pesam as músicas autorais, como “Funk-se Rock-se”, “Assim Não”, parceria com Tattá Spalla; “Além do Mar” e a já conhecida do público mineiro “Menina Bela”, além de algumas “releituras extravagantes” – como ele prefere chamar -, que é o caso do clássico de Alceu Valença, “La Belle de Jour”, que foi transformado em funk.

É com o show “TecnoGroove” que Tom Nascimento inicia por São Paulo uma circulação nacional pelo projeto “Música Minas”, do Governo do Estado, do qual foi selecionado e se apresenta ainda em outras duas capitais brasileiras. O novo show também é referência de sonoridades, arranjos e repertório para o próximo CD de Tom Nascimento, em fase de pré-produção e com previsão de lançamento para 2010.
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Tom Nascimento
Nascido em Belo Horizonte, mas crescido em Santa Luzia, na região metropolitana, Tom possui 13 anos de carreira dedicados à música, como cantor, instrumentista e compositor. Iniciado no violão erudito, ainda nos bares encantou-se pela música popular brasileira e, especificamente, pelos ritmos e canções de origem africana, que vão do samba aos ritmos nordestinos, e que na música de Tom Nascimento encontram-se com a força do quem vem do balaio da música negra internacional, do rhythm'n'blues, soul music, rock, reggae e outros estilos para compor um “afropop” à mineira.

Em 2004, o cantor foi convidado para ser o vocalista da banda Berimbrown, com a qual gravou o disco “Irmandade”, apresentou-se em turnês pela Europa, foi destaque na mídia nacional e dividiu palcos e gravações com grandes artistas brasileiros, a exemplo de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Luiz Melodia, Sandra de Sá, Gerson King Combo, dentre outros.

Em julho e agosto de 2008, Tom realizou a primeira turnê solo internacional pela Itália, com shows pelas cidades de San Remo, Bussana Vecchia, Bussana Mare e Vitimiglia. A composição “La Formica Teresa”, com letra em italiano e que mistura funk, salsa e reggae, teve vídeo-clipe gravado durante o último verão naquele país.
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Músicas e mais informações em www.myspace.com/tomnascimento.
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Serviço:
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Show “TecnoGroove”, de Tom Nascimento
Data: 11 de setembro (sexta-feira), às 21 horas
Local: SESC Pompéia – Choperia (rua Clélia, 93, Pompéia – São Paulo/SP)
Ingressos: R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (matriculados no SESC e dependentes, + 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes) e R$ 4,00 (trabalhadores do comércio e serviços matriculados no SESC e dependentes)
Classificação etária: 18 anos
Informações:
(11) 3871-7700

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Assessoria de Imprensa e Produção:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com

Fabiana Cozza inicia turnê nacional em Beagá

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